Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

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Tese e Dissertação

Validação da técnica imunoturbidimétrica para dosagem de cistatina c e sua comparação com outros marcadores de injúria renal aguda em cães criticamente enfermos.

Autor

  • Resumo do trabalho
    • Resumo do trabalho
      • A injúria renal aguda (IRA) é uma síndrome complexa, associada a uma evolução desfavorável, principalmente em cães em unidade de terapia intensiva (UTI), onde apresenta elevada morbidade e mortalidade. Entretanto, seus efeitos podem ser minimizados, se diagnosticada e tratada precoce e adequadamente. O diagnóstico de IRA requer combinação de testes laboratoriais, incluindo novos biomarcadores como cistatina C, considerada superior a

        creatinina sérica por apresentar melhor correlação com a taxa de filtração glomerular. Contudo, poucos estudos demonstram a utilidade diagnóstica da cistatina C em cães em unidade de terapia intensiva. O objetivo primário deste estudo foi validar a técnica imunoturbidimetrico (PETIA) para mensurar a cistatina C sérica em cães. O método comercialmente disponível para cistatina C humana (PETIA) foi calibrado com cistatina C canina e resultou em uma curva de calibração adequada. As analises em amostras de soro canino apresentaram recuperação média de 97% e coeficiente variação entre 3, 7 a 8, 5%. O intervalo de referência da cistatina C em cães hígidos foi de 0, 57 mg /L – 1, 29 mg /L. Não houve diferenças entre os sexo, idade e peso. A concentração em cães com lesão renal aguda foi significativamente maior (2, 82 ± 1, 46 mg / L) do que em 19 cães controle (0, 93 ± 0, 18 mg / L). A análise estatística dos dados confirmou forte correlação entre cistatina C e creatinina sérica (r = 0,94, p <0,05) em cães com lesão renal aguda. O segundo objetivo foi avaliar desempenho deste biomarcador para o diagnóstico de lesão renal aguda em cães em unidade de terapia intensiva. A concentração da cistatina C foi determinado em 28 cães e foi comparado com creatinina sérica, classificação IRIS e outros testes laboratoriais. A cistatina C sérica foi elevada em 78,6% dos cães e a maioria deles apresentaram creatinina plasmática dentro dos limites de referência. Os resultados demonstram que a cistatina C pode ser utilizada para a detecção da lesão renal aguda em cães em UTI devido à sua sensibilidade.

        Palavras-chave: cão, lesão renal, biomarcador, diagnóstico.

Defesa

Banca

Profª. Dra. Fabiola Paes Leme (Orientadora)

Dr. Márcio Henrique Lacerda Arndt

Profª. Juliana de Oliveira

Profª. Adriane Pimenta da Costa Val Bicalho

Dra. Roberta Oliveira de Carvalho

Co-Orientador: Paulo Ricardo de Oliveira Paes

Orientador

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