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Tese e Dissertação

PREVALÊNCIA E CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DAS ESTIRPES VIRAIS DO FELINE LEUKEMIA VIRUS (FELV) CIRCULANTES EM BELO HORIZONTE

Autor

  • Resumo do trabalho
    • Resumo do trabalho
      • O Vírus da Leucemia Felina (FeLV) é um retrovírus de relevância clínica e epidemiológica

        em felinos domésticos, associado a desfechos variados e a desafios diagnósticos relacionados

        a diferentes estágios infecciosos e à discordância entre antigenemia e detecção proviral. Este

        estudo teve como objetivo determinar a prevalência e caracterizar geneticamente as estirpes

        de FeLV em gatos domésticos (Felis catus) de Belo Horizonte, Minas Gerais Minas Gerais (original name) Minas Gerais , contribuindo

        para o conhecimento epidemiológico e molecular do FeLV na população estudada e

        fornecendo apoio às ações de vigilância, prevenção e manejo sanitário. Foram analisadas, por

        conveniência, 324 amostras de felinos provenientes de Belo Horizonte (n = 260) e Região

        Metropolitana (n = 64), coletadas entre julho/2024 e abril/2025. A detecção do antígeno p27

        foi realizada em plasma por imunocromatografia de fluxo lateral (POC) em 175/324 amostras.

        Todas as amostras foram testadas por PCR convencional para DNA proviral (gene gag e

        região U3-LTR) e as amostras positivas foram quantificadas por qPCR e sequenciadas por

        NGS, com análises filogenéticas, de mutações e recombinação. Na análise geral (Belo

        Horizonte e Região Metropolitana), a prevalência pelo POC foi de 16,57% (29/175; IC95%:

        11,39–22,92). A detecção de DNA proviral foi de 12,04% (39/324; IC95%: 8,70–16,09) para

        o gene gag e 11,11% (36/324; IC95%: 7,90–15,05) para a região U3-LTR. Raça, sexo e local

        de moradia não apresentaram diferença estatística, entretanto, a categoria adulto jovem teve

        maior chance de positividade (OR = 5,35; IC95%: 1,56–33,63). Devido ao predomínio de

        amostras de Belo Horizonte (80,25%), realizou-se análise específica dessa subamostra (n =

        260), nesse recorte, o POC foi aplicado a 124 animais e identificou 29/124 positivos

        (23,39%). Na mesma subamostra, 39/260 (15,00%) foram positivos por PCR convencional

        gene gag e 36/260 (13,85%) por PCR convencional U3-LTR. As cargas provirais variaram de

        6,17 × 106 a 3,80 × 1011 cópias/mL, com média de 2,82 × 109 e mediana de 1,51 × 109

        cópias/mL. No estadiamento infeccioso, 143 animais (81,7%) foram classificados como Não

        Infectada; 25 (14,3%) como Infecção Progressiva; três (1,71%) como Infecção Regressiva; e

        quatro (2,3%) como Indeterminados. As 34 sequências deste estudo agruparam-se

        exclusivamente no macroclado FeLV-A, sem agrupamentos compatíveis com FeLV-B e sem

        inclusão no clado enFeLV. A variabilidade genética concentrou-se em SU/gp70 em

        comparação com TM/p15E, e os eventos de recombinação detectados envolveram apenas

        sequências de referência, sem evidência de recombinação nas sequências geradas neste

        estudo. Em conjunto, os resultados indicam circulação predominante de FeLV-A e reforçam a

        utilidade da abordagem combinada (POC, PCR e qPCR) para melhor interpretação do status

        infeccioso e apoio à vigilância e controle na região estudada.

        Palavras-chave: Vírus da Leucemia Felina; prevalência; qPCR; sequenciamento; filogenia;

        subgrupo.

Defesa

Banca

Orientador

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