A maioria das doenças infecciosas emergentes são zoonóticas originárias da vida selvagem. A urbanização impacta áreas florestais que ficam isoladas ou fragmentadas. Alguns animais selvagens podem adaptar-se e proliferar em áreas urbanizadas, e a monitorização de doenças zoonóticas na população de animais selvagens pode levar à identificação precoce de agentes patogênicos importantes. Saguis (Callithrix sp.) e quatis (Nasua nasua) são mamíferos silvestres altamente adaptados a ambientes urbanizados e podem hospedar múltiplos patógenos zoonóticos. Leishmaniose visceral é uma doença zoonótica importante causada por Leishmania infantum que afeta diversos mamíferos, incluindo humanos, animais domésticos e selvagens. Arbovírus são patógenos importantes que afetam a saúde humana e podem ter animais silvestres como amplificadores. O vírus da febre amarela, um Flavivirus, é um importante causador doença e óbito em primatas neotropicais. Há evidências de infecção por outros arbovírus, como zika, dengue e chikungunya, em primatas neotropicais. Staphylococcus spp. fazem parte da microbiota de muitos hospedeiros e levam a infecções oportunistas graves. Isolados de animais silvestres podem ser resistentes a antimicrobianos, porém poucos estudos avaliaram Staphylococcus spp. em primatas neotropicais. O objetivo deste estudo foi investigar doenças zoonóticas em micos estrela (Callithrix penicillata) e quatis (N. nasua) de vida livre capturados em parques urbanos de Belo Horizonte ( Minas Gerais Minas Gerais (original name) Minas Gerais , Brasil). A frequência de L. infantum através de testes sorológicos em quatis foi de 29,72% (44/148). Cinco quatis capturados múltiplas vezes apresentaram soroconversão e outros cinco quatis reverteram seu status sorológico, tornando-se não reativos após um primeiro resultado reagente. Quatis também foram capazes de transmitir L. infantum para Lutzomyia longipalpis. A frequência de sororreatividade para L. infantum em micos foi de 3,79% (3/79) e 12,5% (4/32) dos animais foram capazes de infectar Lu. longipalpis, todos não reativos a L. infantum. A frequência de sororreatividade contra arbovírus em micos foi baixa, com 2,94% (2/68) reativos para chikungunya (IgM) e 1,47% (1/68) reativos para zika (IgM). Um animal foi sororreativo a ambos os vírus. Mais de 30% dos micos capturados foram positivos para Staphylococcus spp., sendo S. aureus a espécie mais isolada seguida de S. sciuri. A maioria dos isolados foi suscetível a antimicrobianos, porém um isolado de S. epidermidis foi resistente a múltiplos. S. aureus foi considerado o principal estafilococo a colonizar micos.
Palavras-chave: Callithrichidae, Procyonidae, leishmaniose, arbovírus, Staphylococcus.
Dr.(a). Renato de Lima Santos – Orientador(a)
Dr.(a). JEANN LEAL
Dr.(a). Juliana Mariotti Guerra
Dr.(a). Josué Diaz Delgado
Dr.(a). Tatiane Alves da Paixão
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