A Influenza Equina, ou gripe equina, é uma das principais doenças respiratórias que afetam os equídeos, causando um impacto econômico significativo e representando uma séria ameaça para a indústria equina durante surtos. A disseminação da doença em populações suscetíveis é uma grande preocupação. A equideocultura no Brasil é vital para a economia, com equinos, asininos e muares distribuídos por todo o país e desempenhando funções em trabalho, esporte e lazer. Animais de tração, como os de carroça, são parte importante das dinâmicas urbanas e estão próximos aos humanos, fatores que facilitam a disseminação da doença e possíveis transmissões entre espécies. Em Belo Horizonte, os animais de carroça são essenciais para a coleta de entulhos, restos de obras e lixo, e não são vacinados contra o vírus da Influenza Equina, tornando-se uma população-chave para estudos epidemiológicos. Este é o primeiro estudo retrospectivo de soroprevalência a analisar 745 amostras de equídeos de tração coletadas entre 2010 e 2017 na região metropolitana de Belo Horizonte, usando testes de inibição da hemaglutinação para o vírus H3N8 FC1. Os resultados mostraram 47,92% de amostras positivas, com 62,76% apresentando altas titulações (≥640), 12,41% titulação média (160-320) e 24,82% baixa titulação (40-80). Esses resultados confirmam a circulação endêmica do vírus na região, alinhando-se com estudos anteriores. A presença de altas titulações em animais não vacinados sugere uma circulação viral ativa, destacando a necessidade de vigilância epidemiológica, especialmente em Belo Horizonte, onde eventos equestres são comuns e os animais de carroça são fundamentais para a cidade. Os resultados também têm implicações para a saúde pública, dado o potencial de transmissão entre equinos e humanos. Embora casos de infecção humana sejam raros, a possibilidade de transmissão cruzada entre espécies é preocupante. A ausência de vacinação nessa população de equídeos aumenta o risco de disseminação do vírus. Este estudo fornece a primeira estimativa retrospectiva de soroprevalência do vírus da Influenza Equina em equídeos de tração em Belo Horizonte, destacando a necessidade de vigilância contínua e medidas preventivas para controlar a disseminação do vírus e proteger a saúde animal e humana.
Palavras chave: H3N8; animais de tração; soroprevalência
Comissão Examinadora:
Dr.(a). Érica Azevedo Costa (Orientadora)
Dr.(a). Renata de Pino Albuquerque Maranhão (Coorientadora)
Dr.(a). Ana Luisa Soares de Miranda
Dr.(a). Caio Carvalho Bustamante
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