A AIE é uma enfermidade que acomete somente animais da família Equídea, sendo causada por um vírus pertencente ao gênero Lentivirus, e à família Retroviridae. Uma maior prevalência do vírus é registrada em áreas geográficas de clima quente e úmido, refletindo a importância da transmissão por insetos tabanídeos hematófagos da ordem Díptera Atualmente, a AIE é um entrave para o desenvolvimento da equideocultura, por seu caráter transmissível e incurável, acarretando prejuízos aos proprietários que necessitam do trabalho desses animais e aos criadores interessados na melhoria das raças. Objetivo: comparar a dinâmica da infecção do vírus da anemia equina em equinos e muares, para verificar se há diferenças na infecção entre as duas espécies. Material e método: O presente experimento foi realizado em duas etapas. Na primeira etapa foram realizados os procedimentos relacionados à inoculação dos animais com o vírus da AIE e a obtenção, aliquotagem e armazenamento das amostras obtidas, bem como a posterior eutanásia dos animais. A segunda etapa realizou-se os testes sorológicos (IDGA e ELISA). Resultados: Equinos: os animais apresentaram uma redução no número de plaquetas após o pico febril e no hematócrito, indicando uma leve anemia hemolítica. Não foi observada nenhuma alteração digna de nota em nenhum outro parâmetro avaliado no hemograma. Muares: apesar de haver ocorrido algumas variações nos parâmetros avaliados, de forma geral, os animais não apresentaram sinais que evidenciaram a infecção com o VAIE. Equinos versus Muares: Observou-se que os equinos apresentaram picos febris em torno do 40º dia PI, como também uma queda acentuada no número de plaquetas e nos valores do hematócrito, enquanto que os muares, em média, não apresentaram alterações nos parâmetros normais de temperatura, plaquetas e hematócrito. Discussão: Animais infectados com VAIE podem apresentar durante a fase aguda da doença, episódios febris de intensidade variável, trombocitopenia, anemia hemolítica, prostração, anorexia, perda de peso, edema ventral, alopecia, epistaxe e em algumas vezes alterações neurológicas. A ocorrência de sintomatologia mais severa da AIE parece estar associada com episódios febris com picos de temperatura, acima dos 40,5ºC, os quais são associados à replicação viral mais intensa e por consequência uma maior carga de RNA viral no plasma. A grande maioria dos animais infectados com o VAIE se recupera após um período variável de dias e permanecem clinicamente saudáveis durante dias ou semanas, até apresentarem episódios recorrentes de febre, trombocitopenia e prostração. Após o período 12 meses após a infecção, a maioria dos animais deixa de apresentar sinais clínicos da infecção e entram na fase assintomática da doença, tornando-se portadores inaparentes do vírus e se tornando uma importante fonte de infecção dentro dos rebanhos. Sugere que algumas espécies de equídeos e raças de equinos são mais resistentes a certas infecções do que outras. Além disso, é amplamente relatada por criadores e por pessoas as quais trabalham diretamente como os animais, uma maior resistência do cavalo pantaneiro e dos muares em manifestar os sinais clínicos da AIE. Conclusões: Os muares são mais resistentes a manifestações clínicas causadas pelo VAIE adaptado a equinos. Os cavalos da raça pantaneira apresentam a sintomatologia clássica associada ao VAIE. O ELISA é mais eficiente na detecção de anticorpos anti-VAIE, tanto em muares como em equinos.
Palavras chaves: anemia infecciosa equina; muar; equino; infecção experimental
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