A infecção por Senecavirus A (SVA) é uma das doenças vesiculares clinicamente indistinguíveis de febre aftosa, sendo comumente detectada em estabelecimentos de abate de suínos a partir de lesões em cicatrização ou cicatrizadas. Desta forma, implica em prejuízos tanto diretos, por queda na produtividade decorrente das vesículas e por mortes neonatais; quanto prejuízos indiretos, diante das restrições comerciais e do dispêndio de recursos para investigação pelo serviço veterinário oficial, resultantes da similaridade clínica com a febre aftosa. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) determina as medidas a serem adotadas diante de suspeita de doença vesicular, como a coleta de material para diagnóstico, a investigação epidemiológica que busque determinar a origem e o risco de disseminação do evento sanitário; e a adoção de medidas de biossegurança. Ressalta-se que o Laboratório de Defesa Agropecuária (LFDA), situado em Pedro Leopoldo – MG, é o único laboratório de nível de biossegurança 4 reconhecido pela World Organisation for Animal Health (WOAH) no Brasil, estando exclusivamente autorizado a realizar o diagnóstico de doenças vesiculares no país. Além de dificuldades referentes às longas distâncias entre algumas regiões e o acesso a este laboratório, os testes sorológicos e moleculares preconizados no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA) são laboriosos e demandam equipamentos específicos e pessoal treinado, gerando morosidade ao processo investigativo. Neste contexto, a prevenção da circulação de Senecavirus A e do aparecimento de sintomas por meio da vacinação, evitando-se a necessidade de investigações, bem como a eficácia diagnóstica para diferenciar de forma célere a infecção por SVA da infecção pelo vírus da febre aftosa, são pontos fundamentais para a prosperidade da suinocultura nacional e internacional. Assim, o objetivo do trabalho foi encontrar moléculas-alvo adequadas para o diagnóstico sensível e específico da infecção por Senecavirus A, e possíveis antígenos para formulação vacinal. Ferramentas de bioinformática foram utilizadas para realizar análise filogenética de sequências de SVA disponíveis nos bancos de dados e para predizer epítopos de linfócitos B e ligantes de MHC de classesI e II. Os epítopos identificados foram utilizados para construção de duas proteínas multi-epítopo, com bons resultados nas análises de antigenicidade, alergenicidade, toxicidade, estrutura e parâmetros físico-químicos. Assim, as proteínas construídas possuem potencial para uso em testes diagnósticos e formulações vacinais, o qual deverá ser confirmado futuramente por análises in vitro e in vivo.
Palavras-chave: Senecavirus A; proteína multi-epítopo; predição in silico; diagnóstico sorológico; vacina multi-epítopo
Titulares:
Dr.(a). Maria Isabel Maldonado Coelho Guedes (Orientador)
Dr.(a). Erica Azevedo Costa
Dr.(a). Marcelo Fernandes Camargos
Dr.(a). Jenner Karlisson Pimenta Reis
Dr.(a). Amanda Gabrielle de Souza Daniel
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