Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

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Tese e Dissertação

Avaliação laboratorial e do cortisol materno e fetal em cadelas parturientes com diferentes tamanhos de ninhadas

Autor

  • Resumo do trabalho
    • Resumo do trabalho
      • Conhecer a fisiologia e endocrinologia do parto ajuda a melhorar e a otimizar os resultados no pósparto. Entretanto, na espécie canina, ainda pouco se conhece sobre os hormônios envolvidos no seu desencadeamento, assim como as alterações hematológicas e bioquímicas e suas relações com o tamanho da ninhada. Objetivou-se avaliar as concentrações séricas de cortisol materno e do líquido amniótico fetal e os parâmetros hematológicos e bioquímicos de cadelas parturientes com diferentes tamanhos de ninhadas. Foram avaliadas 50 cadelas, no momento da expulsão do primeiro feto, e o líquido amniótico de 23 neonatos. A concentração média de cortisol sérico foi de 81,0 ± 41,8 ng/mL, e de líquido amniótico 11,34 ± 5,61 ng/mL. Os parâmetros hematológicos e bioquímicos encontrados foram VG (41,35 ± 4,55%), hemácias (5,75 ± 0,94 x 106 cels/ uL), hemoglobina (13,29 ± 1,50 g/dL), leucócitos totais (19.220 ± 4.517,05 céls/mL), plaquetas (448.550 ± 201.254,1 céls/uL), proteína total (7,81 ± 1,18 g/dL), cálcio (10,7 ± 2,62 mg/dL), magnésio (2,54 ± 0,57 mg/dL) e glicose (101,31 ± 26,42 mg/dL). Não houve correlação significativa entre cortisol sérico e tamanho da ninhada (p>0,05) porém as parturientes de grande porte apresentaram cortisol sérico menor que as de pequeno porte (p=0,0075), e animais da raça Pug apresentaram menores concentrações de cortisol sérico quando comparados com animais da raça Yorkshire (p=0,0214). Foi observada correlação entre cortisol sérico e cortisol do líquido amniótico (p=0,02). Não houve correlação entre tamanho de ninhada com as variáveis hematológicas e bioquímicas (p>0,05). As cadelas primíparas apresentaram mais eosinófilos que as multíparas (p=0,03), e animais de grande porte apresentaram menos linfócitos quando comparados com animais de pequeno porte (p=0,02). Também foi observado que animais de grande porte apresentam maiores concentrações de proteína total do que animais de pequeno porte (p=0,04). Quanto a raça, animais da raça Shih Tzu apresentaram mais linfócitos que as demais raças (p = 0,006), sendo que essa mesma raça apresentou mais plaquetas que as fêmeas Pug (p=0,006). Animais da raça Golden Retriever apresentaram maiores concentrações de Mg quando comparado às da raça Pug (p=0,04), e as cadelas da raça Pug apresentaram menores concentração de glicose sérica em relação as outras raças (p=0,0050). Também foi observada influência do peso da placenta no peso ao nascimento, sendo que a cada 1,0g de placenta há aumento de 2,5g no peso do neonato (p=0,0002). Conclui-se que o tamanho da ninhada não interfere nas concentrações do cortisol sérico, porém variáveis como porte e raça foram importantes para explicar a diferença de cortisol sérico entre as fêmeas. Ordem de parto, porte da fêmea e raça influenciam nas concentrações de eosinófilos, linfócitos e plaquetas, bem como de proteína total, magnésio e glicose das parturientes. O peso ao nascimento é influenciado pelo peso da placenta.

        Palavras-chave: Cadelas, parto, tamanho de ninhada, cortisol, hematimetria.

Defesa

Banca

Dr.(a). Marcelo Rezende Luz – Presidente – Orientador(a)

Dr.(a). Maria Isabel Mello Martins

Dr.(a). Fernanda Radicchi Campos Lobato de Almeida

Dr.(a). Fabíola de Oliveira Paes Leme

Orientador

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