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Tese e Dissertação

AVALIAÇÃO GENOTÍPICA E FENOTÍPICA DE CLOSTRIDIUM PERFRIGENS TIPOS B E D PRODUTORAS DE TOXINA ÉPSILON

Autor

  • Resumo do trabalho
    • Resumo do trabalho
      • A toxina épsilon, produzida pelos toxinotipos B e D de Clostridium perfringens, destaca-se pelo

        seu papel na enterotoxemia em ruminantes. Apesar de a vacinação ser a principal medida

        preventiva, a variabilidade genética do gene etx, responsável pela codificação da toxina épsilon,

        é pouco conhecida. Recentemente, algumas empresas sugeriram a existência de diferenças

        genéticas entre o gene etx em estirpes vacinais e isolados de campo, promovendo o uso de

        vacinas autógenas no Brasil. Diante disso, este estudo teve como objetivo avaliar a diversidade

        genética de C. perfringens tipos B e D e comparar o gene etx entre estirpes vacinais e isolados

        clínicos. Estirpes vacinais (n = 12), isolados de campo (n = 7) e uma estirpe de referência do

        Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA/MG, n = 1) foram submetidas à

        caracterização fenotípica, por meio do teste de suscetibilidade à tetraciclina, além da produção

        e quantificação da toxina épsilon em células da linhagem Madin-Darby Canine Kidney

        (MDCK). Adicionalmente, a caracterização genotípica foi realizada por meio do

        sequenciamento de genoma completo (Illumina HiSeq). Os isolados foram submetidos à

        identificação de genes de resistência e virulência, tipagem de sequência multilocus (MLST),

        análise eBURST, filogenia baseada em polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs), análise

        comparativa do gene etx e da proteína épsilon, além da predição de epítopos de células B.

        Nossos resultados demonstram a variabilidade genômica entre estirpes clínicas e vacinais.

        Apesar disso, observou-se alta similaridade genética do gene etx (99,8–100%) e da proteína

        épsilon (99,7–100%) entre as estirpes analisadas, com variações que não alteraram as regiões

        preditas como epítopos lineares de células B. Esses achados sugerem que as estirpes de C.

        perfringens incluídas no presente estudo apresentam alta conservação do principal antígeno

        envolvido na proteção contra a enterotoxemia, afastando a hipótese de necessidade de vacinas

        autógenas.

        Palavras-chave: Clostridium perfringens; toxina épsilon; etx; enterotoxemia; vacinas

        clostridiais.

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