O presente estudo buscou avaliar a eficiência do uso de simbiótico em pó na alimentação de matrizes desde a inseminação até o parto e simbiótico líquido em leitões recém-nascidos, buscando o reflexo da suplementação no peso de leitões ao nascimento e desmame, na redução de doenças entéricas nos leitões, na composição e qualidade do leite da porca, e na resposta imunológica da porca após do parto. Foram criados dois grupos de matrizes, sendo que um recebeu o produto comercial simbiótico na ração (37 animais – M-SUPL), da inseminação ao desmame, e o outro grupo (36 animais – M-NEG) não recebeu aditivo. Posteriormente, foram selecionados, alternadamente, 10 leitões de cada leitegada, baseado nos pesos individuais, os leitões foram brincados e agrupados da seguinte maneira: porcas M-SUP tinham leitões que receberam simbiótico líquido no dia 1 e 3 pós parto (SUP-SUP), e leitões que receberam soro fisiológico (SUP-NEG), assim como porcas M-NEG tiveram leitões que receberam simbiótico líquido no dia 1 e 3 pós parto (NEG – SUP), e leitões que receberam soro fisiológico (NEG-NEG). Todos os leitões nascidos de tais fêmeas foram pesados individualmente, no primeiro dia de vida e ao desmame. No 4º dia de vida, amostras de fezes de cada grupo de foram coletadas, para isolamento de E. coli, e detecção de toxinas A/B de C. difficile. Episódios de diarreia foram avaliados visualmente de forma individual até 24 horas pós-parto e por baia, no dia 28 da granja em leitões com 18 a 23 dias de vida. Foi realizada a quantificação de imunoglobulina (IgG) das porcas, com sangue coletado até 24 horas após o parto utilizando dois métodos: SDS-PAGE e imunoturbodimetria, sendo feita a correlação dos métodos. Para avaliação do efeito do simbiótico na composição do leite, foi coletado amostras, no dia 7 e no dia 21 após do parto. Foi feita a correlação entre os métodos FTIR e métodos de bancada (Gerber e Kjeldahl) para proteína e gordura com o leite do dia 21 pós-parto. Análises extras de extrato seco total, lactose, ureia, extrato seco desengordurado e caseína foram feitas pelo método FTIR comparando o leite do dia 7 e 21 pós-parto, além de contagem de células somáticas por citometria de fluxo. Os resultados obtidos demostraram que a utilização do simbiótico testado na ração de matrizes gestantes foi eficiente na obtenção de leitões com maior peso ao desmame, entretanto não influenciou o peso ao nascimento. O uso do aditivo nas matrizes apontou um maior teor de proteína no leite no dia 21 pós-parto, entretanto não alterou os níveis de IgG. Não houve diferença entre os grupos suplementados ou não no que diz respeito ao isolamento de E. coli enterotoxigênica, possivelmente, devido ao baixo desafio para esse patógeno na granja. Leitões suplementados (NEG-SUP) ou filhos de porcas suplementadas (SUP-NEG) apresentaram menor positividade para toxinas A e B de C. difficile quando comparados ao grupo não suplementado (NEG-NEG). Entretanto, não foi observado efeito sinérgico entre a suplementação de porcas e leitões (SUP-SUP) sobre essa variável.
Palavras-chave: clostridiose; nutracêuticos; aditivos; suínos.
Dr. (a). Roberto Maurício Carvalho Guedes – Orientador (a)
Dr. (a). Rodrigo Otavio Silveira Silva
Dr. (a). Carlos Eduardo Real Pereira
Dr. (a). Ronie Wellerson Pinheiro
Dr. (a). Matheus Dias Araújo
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