Universidade Federal de Minas Gerais

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Projeto

Correção Ambiental e Reciclagem com Carroceiros de Belo Horizonte

O Projeto Correção Ambiental e Reciclagem com Carroceiros de BH – Projeto Carroceiro, iniciou em 1997 em um Programa de Reciclagem, tendo como parceiro a SLU/PBH. A Escola de Veterinária (EV) e a FAFICH, em parceria com a SLU-PBH iniciaram um programa de mobilização social e conscientização dos carroceiros de BH por meio de palestras e discussões Levantou-se a necessidade de correção do meio ambiente, evitando-se depósitos clandestinos de entulho (bota-fora) e o seu reaproveitamento Este material é direcionado às Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes (URPV´s) e reciclado nas Estações de Reciclagem da PBH, para sua posterior utilização na cidade de BH. A EV, no programa de controle sanitário, vacina anualmente os equinos contra raiva Os animais são cadastrados, recebem marcação adequada, que o identifica junto ao projeto, facilita o controle de roubo de animais e cadastro em banco de dados. O animal recebe uma carteira de controle sanitário para que o carroceiro possa cumprir a legislação municipal. A EV adquiriu reprodutores para o melhoramento genético dos animais de tração e obtenção de produtos com melhor capacidade de trabalho nas condições urbanas. Em 2002, a Faculdade de Medicina executou ações para beneficiar a saúde do carroceiro. Em 2004, com apoio FAPEMIG analisou-se as condições uterinas e fertilidade das fêmeas, além do levantamento sócioeconômico da população envolvida. Com recursos de premiações recebidas implantou-se na orla da Pampulha, o passeio turístico com charretes, propiciando aos carroceiros agregar valor ao trabalho. Entre 2005 e 2008, o projeto foi incrementado com recursos do BNDES para construção de instalações e melhoria da infraestrutura do HV para atendimento aos animais de tração. Em 2006, a Farmácia Itinerante, trouxe ao carroceiro a oportunidade de comprar de medicamentos a preço de custo, visando melhorar a saúde animal. Entre 2007 e 2009 foram realizados levantamentos sorológicos (AIE e Leptospirose) e afecções tóracolombares nos animais de tração. Em 2010 recursos foram obtidos para a finalização do Galpão do Carroceiro, concluído em 2013, denominado LEPET, para proporcionar uma maior eficiência na realização dos exames dos animais atendidos no HV e nas atividades desenvolvidas nas URPV´s. Na área da saúde equina foram elaborados estudos sobre Anaplasmose equina com orientações aos carroceiros sobre banhos carrapaticidas e cuidados com a saúde do cavalo. Novos objetivos foram traçados em relação à saúde do cavalo para controle de zoonoses. Entre 2012 e 2014 estudou-se a Leishmaniose em equinos e o uso do PRP no tratamento das lesões tóracolombares. Aos carroceiros transmitiu-se os cuidados gerais com higiene das baias e local de criação do cavalo, minimizando o risco de transmissão de doenças. Realizou-se um levantamento sobre verminoses e consequências para o cavalo de tração a fim de orientar os proprietários sobre a melhor forma de alimentar e conduzir seu cavalo. Folhetos informativos foram distribuídos e discutidos, para o controle das verminoses e carrapatos. Em 2015 e 2016 (jan/ago), o foco foi em relação à saúde do equídeo de tração em relação aos cuidados com as afecções musculoesqueléticas e o controle carrapaticida, visando diminuir a infestação por carrapatos em animais na região da Pampulha. O projeto inicialmente proposto continua com foco na saúde do equídeo transmitida ao carroceiro sob a forma de educação continuada. A continuidade do trabalho e seu crescimento depende da integração do aluno de graduação, onde o desenvolvimento pessoal, de trabalhos e colocação na prática das teorias vivenciadas no curso, o complementarão como profissional. A interdisciplinaridade, o contato com profissionais de políticas públicas, social e médica colaboram para o crescimento do aluno com uma visão globalizada da profissão. A participação em trabalhos, palestras e auxílio a outros alunos traz oportunidades únicas pois eles não teriam como vivencia-las em sua rotina acadêmica.

Mais informações na página do projeto no SIEX.

 

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