Doutorando da Escola estuda a influência da qualidade da matéria prima nos queijos

13.06.2022

O doutorando Gustavo Valente, sob orientação do professor Marcelo Resende, desenvolveu um projeto de pesquisa para estudar a influência da qualidade da matéria prima e do clima sobre as características do Queijo Minas Artesanal da região. Como resultado direto da pesquisa, foi promovido também o Dia de Campo - Uma tarde com o QMA - produtores, queijeiros, ordenhadores, professores, técnicos e pesquisadores se reuniram para debater assuntos como qualidade da água e do leite, higiene na ordenha e boas práticas na fabricação e maturação para evitar contaminações, com isso o queijo minas artesanal poderá agregar valores e ser comercializado em novos mercados.
 
A respeito dos resultados obtidos, Gustavo considerou: “Acredito que a importância de um trabalho científico está também nos benefícios que seus resultados podem proporcionar à comunidade. Nesse sentido, o dia de campo foi uma grande oportunidade para fazer um trabalho de extensão que pode contribuir para a melhoria da qualidade e com a maior segurança sanitária do queijo minas artesanal”.
 
 
Esse dia de campo, que ocorreu em São João Del Rei no dia 11 de fevereiro, foi uma oportunidade de diálogo entre a ciência e a prática do produtor. Foram promovidas aulas práticas, debates, além da palestra da supervisora do Laboratório de Segurança Microbiológica em Alimentos do Instituto Mineiro de Agropecuária (Ima), Dra. Liliane Menezes. 
 
 
A pesquisa feita com seis produtores registrados no Ima estudou a influência da qualidade da matéria prima e do clima sobre as características do queijo mineiro artesanal da região. Por meio da discussão e apresentação dos resultados, o objetivo foi auxiliar os produtores na elaboração de queijos seguros para o consumidor, além de definir parâmetros de qualidade para as autoridades sanitárias. 
 
 
O evento, financiado pela Fapemig, teve como propósito conhecer melhor as características do queijo minas artesanal da região do Campo das Vertentes e discutir boas práticas em todas as etapas da produção: desde a coleta do leite até a maturação dos queijos.
 
 
A produtora Mariana Resende do município de Coronel Xavier Chaves resumiu a importância da pesquisa para os produtores: “Sabemos da importância da pesquisa científica para o desenvolvimento e evolução do queijo minas artesanal, então precisamos de todo esse apoio e que essa evolução da produção do queijo parta de resultados científicos. Assim podemos nos pautar e melhorar sempre para termos tanto um retorno econômico quanto um retorno de satisfação pessoal”.
 
 

Perguntado sobre a experiência, o doutorando Gustavo Valente nos revelou: “Durante a pesquisa, nosso grupo teve a oportunidade de visitar algumas queijarias da região do Campo das Vertentes para realizar coletas de amostras de queijos, leite cru, pingo d' água e swabs de superfícies. Com os resultados das análises dessas amostras em mãos, nos reunimos com os produtores para apresentar e discutir os dados obtidos. Além disso, o grupo contou com a colaboração de outras instituições, como UFSJ, Ima, Seapa, Epamig e Emater para organizar um dia de campo, onde foram desenvolvidas atividades e palestras junto aos produtores da região, para tratar de temas relacionados à elaboração higiênico-sanitária de queijos”. 

 

A respeito dos resultados obtidos, Gustavo considerou: “Acredito que a importância de um trabalho científico está também nos benefícios que seus resultados podem proporcionar à comunidade. Nesse sentido, o dia de campo foi uma grande oportunidade para fazer um trabalho de extensão que pode contribuir para a melhoria da qualidade e com a maior segurança sanitária do queijo minas artesanal”.

 

 

Roteiro, produção e edição: Diego Vargas/Seapa MG
Locução: Danielle Moura.
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