Reinfecções pelo coronavírus acendem sinal de alerta na comunidade científica

20.11.2020

Ter passado por uma primeira infecção, notificada e comprovada laboratorialmente, além da necessidade de realizar ensaios moleculares para identificar o sequenciamento dos genomas do vírus são algumas das dificuldades de confirmação de casos de reinfecção pelo coronavírus, conforme explica a professora Jordana Reis, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), em entrevista à TV UFMG. Esse tipo de exame, ressalta a professora, não é realizado em laboratórios de análises clínicas, mas apenas no âmbito da pesquisa e com custos mais altos. 
 
No entanto, casos de reinfecção já estão sendo divulgados desde agosto, quando cientistas de Hong Kong fizeram o primeiro registro comprovado cientificamente, por meio de análise genética do material coletado, descartando a suspeita de que se tratava da primeira infecção latente no corpo do paciente. Trata-se de um homem de 33 anos que teve dois testes positivos para a covid-19 em um intervalo de quatro meses e meio. 
 
No dia seguinte ao anúncio, pesquisadores da Holanda e da Bélgica confirmaram mais duas reinfecções, uma em cada país. No Brasil, estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) documentou o caso de uma paciente de 24 anos na Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em setembro. De acordo com o artigo, o primeiro resultado positivo ocorreu em maio e o segundo, cerca de 50 dias depois. Além de outras situações suspeitas em acompanhamento, os pesquisadores brasileiros estão investigando o organismo da paciente e comparando com casos semelhantes.
 
Diante da confirmação do fenômeno da reinfecção pelo vírus e com outras ocorrências comprovadas e em acompanhamento ao redor do mundo, existe a preocupação entre autoridades e comunidade científica a respeito do prazo de validade da imunidade desenvolvida pelas pessoas acometidas pela covid-19 e do desempenho das candidatas vacinais.
 
Já há casos registrados de reinfecção, como o de Nevada, nos Estados Unidos, por exemplo, de um indivíduo que apresentou sintomas leves na primeira infecção e, na segunda, muito mais graves, o que, conforme a professora Jordana Reis, nos coloca em alerta, pois ainda conviveremos com a doença por muito tempo. Em função disso, é fundamental, reforça, que se mantenham as medidas de prevenção como lavar as mãos sistematicamente, seja em ambiente público ou privado, evitar levar as mãos ao rosto e manter o distanciamento social. 
 
 

 

(Com informações da TV UFMG)

 

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