Informe de Professores e Residentes da Veterinária passa a ser Quinzenal

30.04.2020

A curadoria de publicações, acadêmicas ou não, produzida pelos residentes e tutores do Programa de Residência Integrada em Medicina Veterinária com ênfase em Saúde Pública em parceria com a Assessoria de Comunicação da Escola de Veterinária da UFMG e do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais, ganha sua segunda edição.
 
Dessa vez compreendendo um período de duas semanas, 15 a 29 de abril, frente aos sete dias abrangidos pela primeira edição, 7 a 14 do mesmo mês, a publicação analisa a origem do vírus da síndrome respiratória aguda grave 2, o coronavírus da COVID-19, que já havia infectado mais de 3 milhões de pessoas ao redor do globo até o dia da publicação.
 
A análise genética do novo coronavírus apontou 96,2% de semelhança com estirpes virais presentes em espécies de morcegos, porém a origem comum da SARS-CoV-2 aponta a presença de um hospedeiro intermediário entre o morcego e o ser humano. Uma vez que não há venda de carne de morcego no mercado de Wuhan, cidade chinesa epicentro da doença, acredita-se que o consumo da carne do Pangolim tenha sido a origem da contaminação, como outrora foram Civeta e Dromedário nas epidemias de SARS e MERS em 2003 e 2012 respectivamente.
 
“[...] a ocorrência dessas doenças, sejam quais forem os animais hospedeiros, se relacionam com o fato do homem colocar em um ambiente comum, espécies que provavelmente não se encontrariam naturalmente, criando ambientes propícios para que vírus de diferentes espécies possam se encontrar [...]” afirma o ecologista especializado em doenças Richard Ostfeld, do Cary Institute of Ecosystem Studies, nos Estados Unidos à BBC e trazido pelo Informe Quinzenal. 
 
Toda essa situação que se apresenta é uma oportunidade de reflexão para o ser humano reavaliar nossos hábitos de consumo em relação aos animais e à natureza. Diversos episódios de xenofobia contra chineses foram reportados desde a eclosão da pandemia, mas no mundo inteiro diversas sociedades desenvolveram práticas de caça, aprisionamento e alimentação de animais silvestres tais quais os que acontecem em Wuhan. “Repensar sobre a produção sustentável, nossos hábitos de consumo, nossas relações pessoais e interespécies... esse é o nosso presente. Qual será o nosso melhor futuro?” finaliza o Informe Quinzenal
 
Lembrando sempre que o grupo está aberto a sugestões e considerações pelo e-mail: saudepublicadaufmg@gmail.com.
 
 
Compartilhe:

Escola de Veterinária da UFMG
Av. Antônio Carlos 6627
Caixa Postal 567, campus Pampulha da UFMG
CEP: 31270-901. Belo Horizonte, MG
TELEFONE DA ESCOLA: +55 31 3409-2001
WHATSAPP DA ESCOLA: +55 31 98661-8229
Hospital Veterinário da UFMG
Av. Presidente Carlos Luz, 5162
TELEFONE DO HOSPITAL VETERINÁRIO: +55 31 3409-2000 ou +55 31 3409-2276