Acompanhe a atuação da Escola de Veterinária após o rompimento da barragem

07.02.2019

Desde o rompimento da barragem do Córrego do Feijão em Brumadinho, a Escola de Veterinária da UFMG está atuando no local para oferecer apoio à comunidade e aos animais afetados. Até o momento, a instituição está atuando em 4 diferentes frentes: Grandes Animais, Animais de Pequeno Porte e Animais Silvestres, Saúde Pública e Monitoramento dos animais terrestres e aquáticos ao longo do Rio Paraopeba e na Represa de Três Marias

Na reunião do dia 04 de fevereiro de 2019, várias questões foram discutidas: desde o levantamento de tudo que já foi realizado, até a organização das funções desempenhas e a definição das próximas ações.  

Na primeira frente, a Escola está, principalmente, acompanhando os animais que já foram e estão sendo resgatados, além de acompanhar também a estruturação de um local adequado para o atendimento. Até o boletim divulgado no domingo, dia 3 de fevereiro, foram resgatados 33 bovinos, número que pode aumentar, e 13 equinos, sendo que um animal está vindo para o Hospital Veterinário para que seja tratado adequadamente. É importante esclarecer que nem todos os animais foram retirados da lama. A grande maioria foi recolhida nas áreas interditadas no entorno do local. Os professores Rodrigo Silva, Antônio Último de Carvalho, Eutálio Pimenta e Elias Facury do Departamento do Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinária (DCCV) são os responsáveis por essa frente.

A segunda frente, no atendimento aos animais de pequeno porte, está sob responsabilidade das professoras Suzane Beier e Christina Malm, além do professor Marcelo Pires Nogueira de Carvalho, todos do DCCV. Estão sendo resgatados principalmente cães (até a última atualização, do dia 7 de fevereiro, quinta, foram 71) e gatos (12), além de animais silvestres que também foram afetados pelo rompimento da barragem, como répteis (2), aves (30) e mamíferos (1).  Após o resgate do animal, é feita uma triagem, para, quando necessário, serem encaminhados ao Hospital Veterinário. Até o momento recebemos sete cães. Todos os animais atendidos estão sendo vacinados. Na área afetada, está em construção um novo canil, uma área de tratamento intensiva e outra para o centro cirúrgico. A construção dessas instalações é de responsabilidade da Vale, mas os médicos veterinários da Escola estão acompanhando e orientando a parte técnica destas instalações.

A terceira frente, Saúde Pública, está sendo coordenada pela professora Danielle Ferreira de Magalhães Soares do DMVP. Esta frente é responsável por vacinar, vermifugar, colocar coleira antiparasitas e fazer o teste de leishmaniose nos animais que se encontram no abrigo. Os animais já foram identificados e estão recebendo um chip para um melhor acompanhamento. É importante salientar que nenhum animal que se encontra no abrigo sofrerá eutanásia, sendo que provavelmente os mais saudáveis serão encaminhados para hotéis e os doentes permanecerão em clínicas. Essa equipe também está atuando junto ao estado e ao município através das suas secretarias, ajudando na elaboração de projetos que envolvam zoonoses e que serão executados a longo e médio prazo.

Na quarta frente, no monitoramento dos animais terrestres ao longo do Rio Paraopeba estão envolvidos os professores Marilia Melo, do DCCV, no que tange à toxicologia; Luciano Rodrigues, do DMVP, na análise e acompanhamento da água do rio. A professora Carla Ferreira Soares, do Departamento de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal (DTIPOA), está envolvida com o monitoramento na Represa de Três Marias. Os Professores Carlos Leal e Henrique Figueiredo, também do DMVP, e Ronald Luz, do Departamento de Zootecnia (Dzoo) estão ligados ao acompanhamento dos animais aquáticos além do Professor João Paulo Haddad (DVMP) que auxilia nos projetos na área ligada à epidemiologia.  Esses projetos estão sendo realizados em parceria com o Instituto Mineiro Agropecuário (IMA), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) e a Secretaria de Agricultura do Estado.

 

O crime ambiental ocorrido é uma oportunidade para relembrar o papel da Universidade: Ensino, Pesquisa e Extensão. As atividades desempenhadas na UFMG devem ir além do espaço físico da Universidade, visando beneficiar a comunidade ao redor e levar um aprendizado aos alunos para além da sala.

 

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