Revista da UFMG reúne relatos de experiências extensionistas

18.01.2019

 
Está disponível na internet a nova edição da Interfaces – Revista de Extensão da UFMG (volume 6, n. 2, jul./dez. 2018) , publicação que reúne estudos, artigos e relatos sobre experiências extensionistas desenvolvidas no Brasil e no exterior.
 
Bilíngue (português-espanhol), o periódico editado pela Pró-reitoria de Extensão (Proex) traz, nesta edição, um estudo de caso sobre a própria Interfaces, que traça um perfil dos artigos publicados ao longo de nove edições desde 2013. Mais informações sobre a Interfaces – Revista de Extensão da UFMG podem ser obtidas pelo telefone (31) 3409-4595 e pelo e-mail revistainterfaces@proex.ufmg.br.
 
De acordo com a professora Natacha Rena, editora-chefe da revista, a Interfaces “tem como meta selecionar textos que dê visibilidade às diretrizes da extensão da UFMG, que são alinhadas com a Política Nacional de Extensão Universitária (Pneu), desenvolvida de forma ampla e participativa, tanto no âmbito do Fórum de Pró-reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileira (Forproex), quanto no das próprias universidades públicas”.
 
A partir deste ano, a publicação terá um novo conselho editorial, com o intuito de equilibrar o conteúdo das edições, que abrangerão as oito áreas temáticas da extensão: Comunicação, Cultura, Direitos humanos e justiça, Educação, Meio ambiente, Saúde, Trabalho, Tecnologia e produção.
 
“A ideia é que esse conselho possa auxiliar na mobilização das chamadas para artigos e relatos, assim como na divulgação da revista em múltiplos contextos, dentro e fora da UFMG, contribuindo ativamente para a defesa de uma universidade democrática, pública e diversa”, explica Natacha Rena.
 
Estudo de caso
 
O artigo de abertura, Periódicos científicos de extensão: estudo de caso sobre a Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, é de autoria de Gabriela Braga Casali, técnica em assuntos educacionais da Proex. Por meio de coleta quantitativa de dados feita no próprio sistema da revista, a autora traçou o perfil dos textos publicados e de seus autores, em nove edições.
Os textos foram classificados nas oito áreas temáticas das ações de extensão. Ao longo do processo, Gabriela Casali identificou a necessidade de criar outra categoria, Extensão, para aglutinar textos sobre extensão universitária que não se enquadravam em nenhuma área específica.
 
Dos 106 textos publicados, 87 atendiam aos critérios selecionados, sendo 44 relatos de experiência (50,06%), 32 artigos (36,8%), cinco ensaios (5,7%), três entrevistas e três resenhas. “As publicações são lideradas pela área da saúde (29,9%), que também lidera o número de ações de extensão no Brasil, seguida pela educação (21,8%) e Direitos humanos e justiça (11,5%)”, enumera. Segundo a pesquisa, as regiões Sudeste, Sul e Nordeste.são as que mais produzem e divulgam a extensão universitária.
 
O estudo traz também um recorte de gênero. “Na Interfaces, 70,6% dos textos têm autoria ou coautoria de mulheres, bem acima da média de autores de textos científicos publicados no Brasil, cuja autoria feminina não ultrapassa 49%”, compara Gabriela Casalli.
 
Quanto à formação acadêmica, o grupo com maior representatividade, segundo a pesquisa, é o de doutores (35,5%), seguido de graduandos (24,1%) e graduados (14,9%). Com relação à vinculação dos autores a Instituições de Ensino Superior (IES), foram informadas 46 instituições, sendo 41 nacionais e cinco internacionais (três argentinas e duas portuguesas).
 
Comunidades tradicionais
 
Na modalidade relato de experiência, um dos destaques é o artigo A participação das comunidades tradicionais de terreiro no campo da saúde, de autoria coletiva e interinstitucional (UFMG e UFJF). O projeto, que estabelece interface entre pesquisa e extensão, pôs em diálogo as instâncias acadêmica, comunitária (comunidades tradicionais de terreiro) e a política – instituições públicas de promoção da pessoa negra, da saúde e de combate ao racismo.
 
O projeto se desdobrou em várias atividades, como colóquio, roda de conversa e oficinas, visita às comunidades tradicionais de terreiro e participação em eventos, como o 1º Encontro Mineiro de Agentes Comunitários da Saúde (ACS), em parceria com o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da UFMG, por meio do qual foi promovido treinamento de agentes comunitários de saúde de Minas Gerais em relação à saúde da população negra e da anemia falciforme.
 
Texto de Zirlene Lemos / Assessoria de Comunicação da Proex
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