Seminário Lixo Zero traz ensinamentos sobre sustentabilidade e gestão de resíduos

30.10.2018

A Gerência Ambiental e de Biossegurança da Escola de Veterinária promoveu o Seminário Lixo Zero. O evento abordou os principais desafios e as melhores práticas para a gestão de resíduos em diversos âmbitos da vida. O seminário aconteceu na última quinta-feira, dia 25, e contou com momentos teóricos durante a manhã e com uma oficina na parte da tarde. 
 
O principal desafio encontrado pela proposta do Lixo Zero e do manejo adequado de resíduos é a conscientização. Todos os palestrantes, que vieram de lugares diferentes, apontaram essa dificuldade na realização do seu trabalho. O professor do DMVP, Israel José da Silva, explicou em entrevista que os médicos veterinários ainda tem uma noção rasa da relação da área com a produção de lixo. Além disso, aponta que “mesmo com o conteúdo na forma de referencial teórico, o aluno tem dificuldade para aplica-lo no dia-a-dia, até por uma questão de formação cultural.  Os alunos não têm esse feeling para perceber que tudo que ele está produzindo na área animal gera muito resíduo”.
 
Em sua palestra, o professor apresentou iniciativas relacionadas à área da Medicina Veterinária. Ademais, contou sobre a implantação de biodigestores em sistemas de suinocultura e sobre os impactos positivos do tratamento de efluentes ao evitar a poluição da água. Israel abordou também as dificuldades encontradas para levar o conhecimento para as fazendas por meio dos programas de extensão. 
 
O evento, realizado na sala B102 da Escola de Veterinária, contou também com uma apresentação de profissionais que trabalham no Departamento de Gestão Ambiental (DGA) da UFMG e eles compartilharam informações sobre o trabalho realizado em todas as unidades da universidade. Uma das profissionais do departamento, Fernanda Louro, afirmou que muitas pessoas da comunidade universitária não tem noção da quantidade de ações desenvolvidas. Dentre elas, pode-se citar a coleta de lixo eletroeletrônico que acontece periodicamente. Além disso, o diretor da divisão de resíduos do DGA, explicou sobre os custos do descarte de material e os desafios encontrados. 
 
Utilizando outra abordagem da temática Lixo Zero, a ex-aluna da UFMG Isabella Menezes apresentou alternativas para diminuir a geração de resíduos e os impactos ambientais causados no âmbito pessoal. Ela compartilhou suas experiências e algumas dicas para transformar o dia-a-dia em uma rotina mais ecológica e sustentável. Isabella falou sobre a aplicação dos chamados 5R’s: recusar, repensar, reduzir, reutilizar e reciclar; em atitudes como recusar as sacolas plásticas e trocá-las pelas ecobags, reutilizar as roupas customizando as peças e transformando-as em outras, etc. 
 
Uma das idealizadoras do evento, Graciela Kunrath, apresentou as atividades da Gerência Ambiental e de Biossegurança da Escola de Veterinária. Em entrevista, a bióloga afirmou que a iniciativa foi cumprida com sucesso e o evento estava tendo um retorno interessante pela intensa troca de experiências e conhecimento e pela participação de muitas pessoas, inclusive de outras instituições. Dentre esses alunos estava Vítor, recém formado em Engenharia Civil pela PUC Minas. O engenheiro disse que pretende abrir uma empresa de construção sustentável e o evento foi importante para perceber o quanto os resíduos das obras são tratados de forma negligente e que ele pode fazer a diferença. 
 
O período da tarde foi tomado pela Oficina de Compostagem, conduzida pelo diretor da usina de compostagem Minas Orgânica, Antônio Cláudio. O palestrante aponta que metade do lixo urbano gerado é composto de matéria orgânica passível de virar adubo. “No meio urbano a compostagem vem tendo um papel muito importante. Além de ser um processo biológico é um processo ecológico correto que traz um enorme benefício para o meio ambiente. A reciclagem da matéria orgânica deixa de gerar vetores que podem causar problemas de saúde, além de aliviar os aterros sanitários, que estão sendo um grande problema no meio urbano.”
 
Além de tratar dos processos fundamentais à elaboração de um sistema de compostagem adequado, Antônio Cláudio falou das condições favoráveis a um processo acelerado, bem como a proporção ideal dos componentes orgânicos e da terra. Aspectos que atrapalham o processo e a diferença entre tratamento  aeróbio e vermicompostagem também foram temas tratados durante o evento. 
 
 
A técnica - administrativa da Gerência de Biossegurança da Escola de Veterinária, Mardelene Gomes, destaca a importância existente em eventos que ajudam a disseminar o conhecimento sobre as tecnologias já existentes, mas que destacam, sobretudo,  a importância das ações individuais. “A questão do lixo zero acaba sendo uma particularidade, mas eu percebo que é uma tendência mundial a preocupação ambiental e, principalmente, como que nós cidadãos podemos trabalhar para melhorar essa qualidade, uma vez que isso não pode ser cobrado só das empresas”.
 
 
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