Ministro da Pesca visita o Laqua e o Aquacen da Escola de Veterinária

30.04.2015

 
Localizados nas dependências da Escola de Veterinária, o Aquacen, Laboratório Central, e o Laqua, Laboratório de Aquacultura, receberam na manhã desta quinta-feira, 30, a visita do ministro Helder Barbalho e do vice-governador de Minas Gerais, Antônio Eustáquio Andrade Ferreira.
 
Fruto de acordo de cooperação estabelecido há três anos entre a UFMG e o Ministério, o Aquacen realiza diagnóstico oficial da qualidade sanitária de organismos aquáticos comercializados no país, incluindo produtos de exportação, e pesquisas aplicadas por solicitação do Ministério. O Laqua desenvolve projetos de pesquisa relacionados à produção econômica de organismos aquáticos.
 
Helder Barbalho ressaltou a importância da integração com a Universidade, tanto para o fortalecimento do Aquacen como referência nacional que oferece os serviços requeridos pelo setor, quanto para a formação profissional e a qualificação acadêmica. “Esta é uma área que cresce na sua importância econômica e vai requerer mão de obra especializada”, ponderou.
 
Ao lembrar a necessidade de ampliar a rede de laboratórios de diagnóstico do Ministério pelo país, Helder Barbalho destacou o papel central do Aquacen, como centro de referência nacional da rede, que “tem outros braços, mas o de Minas Gerais é o principal”.
 
O diretor da Escola, Renato de Lima Santos, destacou a opção do Ministério da Pesca e Aquicultura pela estratégia de parcerias com instituições de ensino e pesquisa para o desenvolvimento de programas de controle sanitário de organismos aquáticos. “Trata-se de estratégia arrojada, que dá mais versatilidade às atividades, diferentemente de outros ministérios, que trabalham com estrutura própria”, observa.
 
O reitor Jaime Ramírez afirmou que o Aquacen “não só amplia a área de abrangência, mas também consolida na UFMG o campo da piscicultura”, área de atuação não tradicional da Escola de Veterinária.
 
 
Diagnóstico
O coordenador do Aquacen, professor Henrique César Pereira Figueiredo, explica que o Ministério da Pesca e Aquicultura é a autoridade sanitária responsável pela fiscalização de atividades que envolvem animais aquáticos, incluindo pesca, aquicultura e comercialização.
 
“Para ter a garantia de controle sanitário da produção, bem como do pescado comercializado em âmbito nacional, as agências estaduais do país inteiro fazem coletas fiscalizadoras. Essas amostras são enviadas para o nosso Laboratório Central ou para os demais laboratórios que compõem a rede, para a realização de diagnóstico oficial”, informa.
 
Segundo o coordenador, o controle é feito, por exemplo, com o pescado que vem de outros países, como Vietnã e Argentina. “Nós só fazemos os exames, a definição da demanda é do Ministério, que avalia as situações e os momentos em que o controle deve ser realizado”, diz.
 
 
Henrique Figueiredo esclarece que o diagnóstico convencional, feito por laboratórios privados, difere do oficial, único reconhecido pelo governo brasileiro e, portanto, realizado de acordo com normas internacionais de controle de qualidade. “Por essa razão, precisamos passar por processos de validação internacional, a exemplo da certificação que recebemos neste mês, quando fomos aprovados em mais um teste de proficiência internacional”, comenta o professor, referindo-se a teste de aptidão internacional coordenado pelo Laboratório de Referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para enfermidades de camarões.
 
Com amostras enviadas pelo laboratório oficial da OIE, localizado na Universidade do Arizona (Estados Unidos), o teste consiste de análise para detectar a presença ou a ausência de diferentes vírus nas amostras. O Aquacen obteve 100% de acerto para o diagnóstico das doenças, concordando com os resultados do laboratório de referência da OIE. Leia mais sobre o teste de proficiência na página do Ministério.
 
Formação
O ministro Helder Barbalho também visitou o Lacqua, estrutura que dá suporte prático ao curso de Aquacultura da Escola de Veterinária, ao oferecer ambiente adequado para o desenvolvimento de atividades de reprodução, engorda, crescimento, abate e processamento de animais aquáticos.
 
“Aqui estão as diferentes etapas da cadeia produtiva dentro de um único laboratório, o que é muito importante para os estudantes, que antes de irem para as fazendas, já têm uma visão do sistema, para aplicar em diferentes situações”, comenta Henrique Figueiredo.
 
O curso de graduação em Aquacultura, com duração de cinco anos, recebe a cada ano 50 novos alunos e tem hoje por volta de 260 estudantes. "Além do curso de graduação, a Veterinária oferece mestrado em zootecnia, com formação na área de aquacultura", explica a vice-diretora da Escola, professora Sandra Gesteira Coelho.
 
Compuseram a comitiva do ministro Helder Barbalho na visita à Escola de Veterinária o secretário de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura, Felipe Matias, o diretor de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura em Águas da União, Kleberson Zavaski, e os deputados federais Mauro Lopes, Newton Cardoso Jr., Saraiva Felipe e Rodrigo Pacheco.
 
 
 
Redação: com o Cedecom.
Crédito das fotos: Foca Lisboa.
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