Universidade Federal de Minas Gerais

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Doutorando é premiado no X Congresso Brasileiro de Cirurgias e Anestesiologia

O etomidato, medicamento indicado para pacientes com algum distúrbio cardiovascular ou hemodinâmico, também atua como neuroprotetor na isquemia medular e no trauma medular agudo.  Esses foram os resultados da tese desenvolvida por Mário Sérgio Lima de Lavor, aluno de doutorado do Programa de Pós-graduação em Ciência Animal da Escola de Veterinária da UFMG. O estudo rendeu dois trabalhos premiados no X Congresso Brasileiro de Cirurgias e Anestesiologia Veterinária, que aconteceu em Florianópolis (SC), em novembro de 2012.

Intitulados “Neuroproteção in vitro do etomidato na isquemia medular espinhal de ratos: avaliação de indicadores da apoptose” e “ Avaliação in vitro do efeito neuroprotetor do etomidato na isquemia medula espinhal de ratos” , os trabalhos apresentados em forma de pôster receberam a primeira e segunda colocação, respectivamente, no maior evento da área de cirurgia e anestesiologia.

A pesquisa está relacionada, principalmente, com a área de anestesia.  Ela avalia a ação do etomidato, anestésico já existente no mercado, na proteção dos neurônios e na redução das lesões secundárias relacionadas a eventos isquêmicos e traumáticos da medula espinal.  “Testamos esse anestésico em ratos para ver se tinha efeito neuroprotetor”, relata Márcio, que atualmente atua como professor substituto na UFMG.  “Vimos que ele protege os neurônios e as células gliais, células não neuronais do sistema nervoso central que proporciona suporte e nutrição aos neurônios de um insulto isquêmico ou no trauma medular agudo”, completa. “Isso se deve ao fato de que um dos mecanismos de ação do medicamento é aumentar a produção de uma proteína que diminui a morte celular”, explica.

O trabalho constatou que o medicamento pode ser utilizado em pacientes com algum distúrbio neurológico e que precisa ser submetido à cirurgia, mesmo aqueles cardiopatas. Além disso, o anestésico possui grande importância para a sociedade por atuar em pequenos animais na medicina veterinária e também na medicina humana. “Avaliamos as vias de cálcio intracelular e vimos que o medicamento aumenta a expressão gênica de proteínas anti-apoptódicas, ou seja, que protegem as células”, explica Mário Lavor.

Parte da pesquisa é desenvolvida na Escola de Veterinária e outra na Faculdade de Medicina da UFMG. Os trabalhos premidos foram orientados pela professora Eliane Gonçalves de Melo, do Departamento de Clínica e Cirurgias Veterinárias e coorientado pelos professores Marcos Vinícius Gomez e Renato Santiago Gomez, da Faculdade de Medicina.

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