Postado por O Tempo – 10/10/2025
Era um dia comum na vida de Jujuba, uma shih tzu de 11 anos, quando sua tutora, Adriana Silva Rodrigues, fez uma descoberta que mudaria a rotina da pequena cadelinha. Ao fazer carinho em sua barriga, Adriana sentiu, pela primeira vez, uns carocinhos nas mamas da amiga de quatro patas. A princípio, os nódulos eram pequenos, quase imperceptíveis, e a tutora pensou que poderiam ser sequelas de uma briga que ela teve com outro cãozinho de rua. “Naquela hora, não imaginei que fosse câncer. Eu sabia que animais podiam ter esse tipo de problema, mas não pensei que aconteceria com a Jujuba”, conta.
Dias depois, durante um banho no pet shop, a equipe do estabelecimento percebeu a anormalidade e, após exames realizados, foi confirmado: Jujuba estava com câncer de mama. “Retiramos toda a mama do lado esquerdo e, depois, descobrimos que do outro lado também havia sinais, mas mais avançados. Optei por não fazer quimioterapia por receio de que ela ficasse muito debilitada com o tratamento”, explica Adriana.
Embora a cadela continue a fazer acompanhamento, a tutora também tomou uma decisão importante: castrou Jujuba. “Depois que soube que o uso de injeções anticoncepcionais pode potencializar o câncer, achei que a castração seria uma forma de proteger a saúde dela no futuro”, salienta Adriana.
O caso de Jujuba não é isolado. O câncer de mama também atinge milhares de cães e gatos, e muitas vezes, o diagnóstico é feito apenas quando a doença já se encontra em estágio avançado. De acordo com estudos do Conselho Federal de Medicina Veterinária, estima-se que cerca de 45% das cadelas e 30% das gatas sejam afetadas por tumores mamários, um dos tipos de câncer mais comuns entre os animais de pequeno porte.
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