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Veja como foi o II Fórum Internacional de Segurança de Alimentos

08.11.2017

Nuggets de pintinhos. Refrigerantes que dão celulite. Frangos com hormônios. Salsicha com botulismo. Comidas que causam câncer. Todas estas histórias são falsas, frutos de mal-entendidos entre as empresas e o público. Elas também são aumentadas pelo apelo que uma notícia sensacionalista tem entre as pessoas. Segundo uma pesquisa feita pelo blog Food Safety Brazil, uma notícia ou um vídeo falso sobre estes temas possui cerca de 200 vezes mais compartilhamentos no Facebook do que a explicação do ocorrido.
 
Para tratar de temas como estes e pensar em soluções, a professora Cléia Batista Ornellas do DTIPOA, organizou o II Fórum Internacional de Segurança de Alimentos. Ela contou com o apoio da comissão organizadora do evento, composta por professores da escola, médicos veterinários e alunos da graduação e pós-graduação. O evento aconteceu entre os dias 30 de outubro e 01 de novembro, na Escola de Veterinária.
 
 
O II Fórum teve a característica de sempre estimular o debate entre os palestrantes e participantes. Durante as palestras, o público era livre para escrever perguntas e entregá-las a um dos voluntários. Algumas delas eram respondidas durante a mesa redonda, ocorridas no final de cada sessão. “Percebemos uma grande participação, pois as pessoas esperavam por este momento. Por conta disso, tivemos de controlar os números de perguntas e algumas tiveram de ser respondidas por email. Tudo isso mostra a riqueza das discussões trazidas pelos temas abordados”, relata a professora Cléia.
 
O evento começou com a palestra do professor José César Panetta, “Alimento seguro, além da conceituação: justo, ético, sustentável e socialmente responsável”. Ele começou abordando os desafios da globalização, entre eles, a necessidade dos produtores locais de atenderem normas internacionais. Em seguida, o professor Panetta tratou do novo consumidor, uma pessoa bombardeada pela ideia de que os alimentos industrializados são os vilões do Século XXI. Além disso, esse consumidor também é preocupado com conceitos como lactose, glúten e produtos orgânicos. A palestra terminou com o professor falando sobre o futuro. Segundo ele, as diferenças regionais de infraestrutura e saneamento tem de ser reduzidas para o Brasil continuar competitivo no mercado e temas como o bem estar dos animais serão cada vez mais discutidos.
 
 
O segundo dia de evento começou com a participação do doutor Alberto Berga Monge. Ele é formado na Universidade de Zaragoza, na Espanha, onde atua como professor. A sua palestra, sobre inspeção sanitária, tratava sobre as suas experiências internacionais no ramo, como consultor e auditor em controle de qualidade de alimentos. O dia também contou com várias palestras tratando sobre marketing e comunicação, tanto para propriedades leiteiras como para momentos de crise. A Escola de Veterinária foi representada com as palestras da professora Soraia de Araújo Diniz (Zoonoses transmitidas por alimentos) e do Dr. Leandro Feijó (Brasil: potência alimentar) , ex-aluno da Escola que hoje trabalha como auditor no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
 
Dan Strogin é um chef de cozinha aposentado com mais de 30 anos de experiência em gestão de qualidade. Natural de Nova Iorque, hoje ele trabalha como consultor para empresas especializadas na produção de queijo, localizadas na Califórnia e em Wisconsin. Ele apresentou a palestra “como achar uma agulha no palheiro”, onde ele abordava a metodologia correta para analisar dados para pesquisas. Os principais passos citados foram: separação, ordenação, interpretação e a utilização da distribuição normal. Dan mostrou a importância desses passos ao usar como exemplo uma pesquisa feita pelo CDC, onde eles chegaram a conclusões erradas sobre os focos das doenças transmitidas por laticínios.
 
 
O II Fórum Internacional se encerrou com a palestra “Mitos e verdades sobre alimentos” da doutora Juliana Grazini. Atualmente, ela é presidente da Verakis, empresa francesa que trabalha com ciência dos alimentos. A doutora Juliana tratou das relações entre a mídia, os técnicos e o governo, principalmente quando acontecem erros na troca de informações entre os setores. Ela se usou de vários exemplos, como a Operação Carne Fraca, para ilustrar essas disfunções, onde a atuação correta destes atores evitariam diversos mal-entendidos. Por fim, aconteceu a última mesa redonda do evento, com a presença das professoras Soraia Diniz, Débora Cristina e da doutora Juliana. O público participou ativamente, com perguntas relacionadas a notícias falsas, ignorância e até sobre o filme Okja.
 
 
 
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