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Veículo de Comunicação: Revista Encontro - 09 de novembro de 2017

É importante imunizar os bichinhos desde o início da vida deles

 

 Você sabia que as vacinas obrigatórias para os gatos são as que protegem da raiva, da panleucopenia, do herpes e da calicivirose? (foto: Pixabay)

 

Para que seja feito o calendário de vacinação do felino, é preciso levá-lo ao consultório de um veterinário. Só assim, o profissional poderá conhecer os hábitos do animal e propor as datas mais adequadas para ele receber o imunizante.

Segundo a Faculdade de Medicina Veterinária da UFMG, a idade vacinal dos gatos deve ser iniciada entre a 8ª e a 12ª semana de vida e terminar entre a 16ª e a 20ª semana – ou seja, vai até o quinto mês. Caso o tutor não saiba a idade do pet, o profissional da área está apto a identificá-la por meio da verificação da arcada dentária.

Vale lembrar que, para ser vacinado, o bichinho deve estar saudável, sem febre ou diarreia. Se isso não for observado, pode ocorrer falha vacinal, ou seja, o organismo poderá não responder de forma correta à imunização.

 

Tipos de vacinas

A Sociedade Internacional de Medicina Felina (ISFM) publicou, em 2013, diretrizes de vacinação em gatos. São recomendações baseadas em dados científicos e no consenso de especialistas em imunologia, doenças infecciosas, medicina interna e prática clínica.

Conforme a Faculdade de Medicina Veterinária, as vacinas dos felinos são divididas em obrigatórias ou não, segundo diretrizes da ISFM. As obrigatórias protegem da panleucopenia, do herpes e da calicivirose. Já as facultativas são contra a bordetelose, a dermatofitose, o coronavírus, a clamídia, o FIV (Aids felina) e a FeLV (leucemia felina). Apesar da vacina contra a raiva não ser obrigatória segundo a ISFM, no Brasil, a legislação diz o contrário e os tutores são obrigados a imunizar os bichinhos contra esta doença.

Em nosso país, as vacinas são disponibilizadas de maneira agrupada. A tríplice ou V3 protege contra panleucopenia, herpes e calicivirose. A quádrupla ou V4 atua na prevenção dessas três doenças mais a clamídia. Já a quíntupla ou V5 é constituída pela quádrupla mais a vacina contra FeLV.

 

Reações vacinais

Como qualquer tipo de tratamento, a imunização também pode gerar algumas reações adversas em até três dias após a aplicação, segundo a Faculdade de Medicina Veterinária da UFMG. As reações mais frequentes são letargia e febre, com ocorrência que chega a 54% dos casos. Dor e inchaço no local de aplicação ou vômito também podem acontecer, mas com uma menor frequência (25% e 10% dos casos, respectivamente), conforme a instituição.

Existem ainda reações mais raras, como inchaço (edema) na face ou em volta dos olhos; prurido em todo o corpo; tumor no local de aplicação (sarcoma); reação alérgica (anafilaxia) e até óbito.

De qualquer forma, não deixe de dar as vacinas para seu gatinho.

(Com Assessoria de Comunicação da Escola de Veterinária da UFMG)

 

Leia a matéria completa.


Veículo de Comunicação: Jornal Opinião & Notícia - 27 de outubro de 2017

Ao contrário do que muitos pensam, os animais não estão livres das doenças humanas. E o objetivo do Outubro Rosa Pet é exatamente chamar a atenção para os donos de animais, principalmente cachorros e gatos, sobre os riscos e cuidados com o câncer de mama nesses pequenos membros da família. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem hoje 52,2 milhões de cães em residências em todo o Brasil, e 22,1 milhões de gatos.

Já o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) chama a atenção para os dados alarmantes da incidência do câncer de mama, em pesquisas realizadas pelo Laboratório de Patologia Comparada da UFMG (LPC): estima-se que 45% das cadelas e 30% das gatas sejam diagnosticadas com a doença. Os números ganham ainda mais destaque quando o órgão revela que cerca de 85% dos tumores são de caráter maligno e 17% das cachorras são diagnosticadas já em estágio avançado, indo a óbito em até sete meses após a remoção da mama.

Infelizmente, a doença parece ser ainda mais comum em cadelas entre 10 e 11 anos, principalmente nas que apresentam uma pré-disposição para o desenvolvimento do câncer ou estão obesas. Além disso, os fatores externos também influenciam, como higiene, local onde se vive, entre outras coisas.

Porém, nem tudo está perdido. Isso porque, se constatado precocemente, as chances de cura são de até 90%. Já como medida preventiva, a principal, segundo os veterinários, é a castração. Se feita, em cadelas, antes do primeiro cio, diminui a chance de desenvolvimento de câncer de mama para menos de 1%; após o segundo cio, 8%; enquanto, depois do terceiro cio, a chance de desenvolvimento já é de 26%. Nas gatas, a possibilidade de aparição da doença pode cair até 90% graças à castração.

Para entender melhor como essa doença atinge os animais, o Opinião e Notícia entrevistou o professor Titular do Departamento de Patologia Geral do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Geovanni Cassali, que trabalha com tumores de mama em cadelas desde 1994; a doutoranda em Patologia na UFMG, Karen Yumi Nagasaki; e o responsável pelo setor de oncologia do Santo Agostinho Hospital Veterinário, Luiz Flávio Telles.

O câncer de mama também afeta os machos?

Giovanni Cassali (GC): Nas cadelas, os tumores das glândulas mamárias são as neoplasias mais frequentes. Já nas gatas, os tumores das glândulas mamárias são o terceiro tipo mais comum de neoplasia. De maneira similar à espécie humana, os tumores de mama são raros em machos, em geral, inferior a 1%.

Sendo uma doença tão frequente e agressiva em cadelas e gatas, há indicações aos veterinários para sempre alertarem os donos de animais?

GC: Entre fevereiro de 2016 a agosto deste ano, foram realizados 1.392 atendimentos em cadelas com diagnóstico clínico de tumor de mama no Hospital Veterinário da UFMG. Normalmente, muitas delas apresentam doença avançada, o que compromete o tratamento e a cura do animal. Portanto, quando o diagnóstico é feito logo no início, as chances de controlar o avanço do câncer e de cura são bem maiores. Nas gatas, mais de 80% dos os tumores das glândulas mamárias são malignos, além de serem frequentes.

Sabemos que ainda não faz parte da cultura do brasileiro levar os animais com frequência ao veterinário. Isso atrapalha no diagnóstico e no tratamento da doença?

GC: Como comentado anteriormente, muitos dos diagnósticos são realizados em estágio avançado, ou seja, quando os animais já apresentam metástase em linfonodos regionais ou metástases à distância, o que compromete o tratamento e a sobrevida. Sabemos hoje, que de maneira similar à mulher, muitos destes tumores podem começar como lesões não neoplásicas ou evoluírem de tumores benignos para malignos, justificando portanto o maior cuidado com as fêmeas com o avançar da idade.

Quais os principais sintomas do câncer de mama e como os donos podem reparar neles?

Karen Yumi Nagasaki (KYN): A principal característica é o aparecimento de lesões nas mamas, geralmente nodulares, únicas ou múltiplas, de tamanhos variando de milímetros a vários centímetros. Podem acometer uma ou mais glândulas de ambas as cadeias mamárias. Os tutores podem identificar estas lesões fazendo a palpação periódica das mamas dos animais. O ideal é posicionar o animal de barriga para cima de modo que seja possível examinar todas as mamas, verificando a presença de nódulos ou qualquer aumento de volume.

Quais as primeiras mudanças no comportamento do animal? Como, após isso, a doença evolui?

KYN: O comportamento do animal pode não mudar ou mudar tardiamente, por exemplo, se o animal estiver sentindo dor, principalmente nos casos em que há ulceração e inflamação do tumor. Em casos mais avançados em que há metástase pulmonar, o animal pode apresentar algum grau de dificuldade respiratória. O ideal é procurar um médico veterinário o mais rápido possível quando se observar qualquer alteração nas mamas dos animais ou no seu comportamento.

Quais exames são necessários? Poderia descrevê-los?

KYN: Os exames a serem realizados devem ser determinados após análise clínica completa por um médico veterinário de confiança do tutor, e vai depender do estágio clínico do animal.

Em geral, são necessários exames de hematologia e bioquímica pré-cirúrgicos para indicar se o paciente está apto a ser submetido a cirurgia; exames de imagem para detecção de focos de metástase; em alguns casos a análise citológica, principalmente dos linfonodos, quando há aumento de volume; e após a cirurgia o exame histopatológico para definição do tipo e grau histológico do tumor e exame de imuno-histoquímica para determinação de fatores prognósticos e preditivos.

Como ocorre o tratamento? Quais cuidados precisam ser tomados após a cirurgia?

Luiz Flávio Telles (LFT): O tratamento de escolha do câncer de mama é a cirurgia. A quimioterapia pode ser a ferramenta terapêutica utilizada, principalmente quando o tipo histológico é mais agressivo, quando as margens cirúrgicas estão comprometidas ou quando são identificadas metástases. Após a cirurgia é fundamental que haja controle de dor adequado, repouso para evitar deiscência da ferida cirúrgica e utilização de colar elizabetano ou roupa cirúrgica para impedir intervenção do animal.

Quanto tempo dura a recuperação do animal após a cirurgia? É necessária a utilização de algum remédio?

LFT: Quando a cicatrização ocorre por primeira intenção (quando há união imediata das bordas da ferida e cicatriz linear) por volta de 10 a 14 dias, os pontos já podem ser retirados. Dependendo da extensão e dos cuidados com a ferida cirúrgica, não são infrequentes problemas com deiscência. Quando isto ocorre, o período de recuperação pode se estender. Anti-inflamatórios não esteroidais, opioides e outras categorias de analgésicos são utilizados isoladamente ou em associação dependendo da conduta do médico veterinário. Antibióticoterapia pode ser necessária devido ao tempo cirúrgico prolongado.

Qual é o custo médio, desde o diagnóstico, até a recuperação para o dono do animal?

LFT: É bastante complicado definir o custo médio do atendimento a um animal com câncer de mama. Há bastante variáveis que vão onerar mais ou menos o tutor daquele pet. Neoplasias menores geralmente apresentam melhor prognóstico, o tipo histológico tem comportamento menos agressivo, sendo assim intervenção cirúrgica é menos extensa e muitas vezes não há necessidade de quimioterapia adjuvante. Ao contrário, as neoplasias maiores geralmente são mais agressivas. Muitas vezes o diagnóstico acontece quando o estágio da doença já é avançado, isto implica em cirurgia mais agressiva, aumentando o risco de complicações. A quimioterapia adjuvante muitas vezes se faz necessária, aumentando custos com exames e eventuais internamentos que são difíceis de monetizar.


Veículo de Comunicação: Diário do Comércio - 12 de outubro de 2017

 A Integração Lavoura-Pecuária (ILP) tem se mostrado uma estratégia para convicência com as incertezas climáticas. O sistema integrado de produção, ao diversificar culturas e atividades pecuárias, diminui os riscos de perdas econômicas nas propriedades. O Pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG), Ramom Alvarenga, explica que o sistema tem garantido bons resultados, mesmo em anos com grandes períodos de estiagem. 

"Ao recuperar a capacidade produtiva dos solos, as lavouras e pastagens tornam-se mais produtivas. É feito a correção de perfil do solo, com monitoramento da fertilidade, uso estratégico de corretivos e fertilizantes. Assim, as raízes crescem em profundidade e podem explorar melhor a água e os nutrientes", informou. Segundo ele, é usado o sistema de plantio direto, que ajuda na infiltração e na conservação da água no solo, com a proteção feita pela palhada. "Dessa forma, as plantas conseguem se manter sem perda significativa de produtividade, mesmo com ocorrência de veranico", explicou.

Sorgo - Ramom afirma que o planejamento é o ponto de partida para que o produtor possa mudar a própria realidade. É preciso melhorar a gestão da propriedade, estar disposto a diversificar culturas. Um exemplo é a adoção do sorgo para a produção de silagem. "A tradição na região Central de Minas sempre foi de silagem de milho, mas o sorgo tem se mostrado uma boa opção por ser mais tolerante a estiagens", comenta. O pesquisador também indica a escolha de capins mais produtivos para as pastagens. "É preciso organizar a produção para atender as demandas da fazenda e gerar excedentes comercializáveis".

A Unidade de Referência Tecnológica de ILP instalada na Embrapa Milho e Sorgo tem 22 hectares dividos em quatro glebas, onde é feita a rotação dos seguintes cultivos: soja, milho consorciado com capim, sorgo com capim e pastagem. No sistema, há também gado de corte.

O sistema de rotação oferece diversas vantagens tanto para a agricultura quanto para a pecuária. Neste ano, com o período prolongado de estiagem, a silagem de sorgo produzida está sendo usada na alimentação dos bezerros que, caso estivessem em pasto, perderiam peso. Ou seja, a forragem gerada no próprio sistema permite que os animais possam manter o padrão de crescimento. "Se tivéssemos um ano dentro dos padrões normais de chuva, essa silagem seria comercializada. Mas, com a seca, a forragem garante a alimentação dos bezerros num período importante", explica Ramom.

Recria - "A fase de recria, muitas vezes, é negligenciada pelo produtor. Trata-se de uma fase que não gera renda imediata, mas é extremamente importante", afirma Leandro Sâmia, professor de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nesse período, os bezerros ganham tecido muscular e têm crescimento ósseo. "Muitos produtores deixam de investir na alimentação nessa fase pensando no ganho compensatório. Mas o tempo que leva para o animal ganhar depois o peso que perdeu não compensa. Priorizar uma fase metabolicamente eficiente encurta a idade de abate. Então um trabalho de recria bem feito contribui para uma pecuária mais intensiva, para o uso mais eficiente da terra e maior geração de receita", explica o professor. Com informações da Embrapa.


Veículo de Comunicação: 1News - 25 de setembro de 2017

 


Veículo de Comunicação: Revista Encontro - 18 de setembro de 2017

 

 

Cães e gatos podem ser alimentados com aquilo que seus antepassados comiam, sabia?

Atualmente, cada vez mais pessoas se preocupam com a alimentação ideal para seus animais de estimação. Algumas decidem tradicional ração pela dieta bio-apropriada ou ancestral, ou seja, oferece aos pets uma refeição próxima ao que os antepassados dos bichinhos comiam na natureza.

Vale dizer que cães e gatos, hoje, possuem a formação genética, o metabolismo e a fisiologia digestória ainda idênticos aos de seus antepassados. Portanto, proporcionar este tipo de alimentação ancestral pode trazer benefícios para o animal.

O veterinário Artur Vasconcelos, do Hospital Veterinário da Escola de Veterinária da UFMG, é um exemplo de quem oferece alimentos livres de processamento para seus cães e gatos. Ele conta que sempre obteve bons resultados. "Dietas frescas oferecem uma gama de nutrientes que dificilmente serão encontrados em dietas processadas. A cada dia se descobre novos nutrientes considerados essenciais, que de qualquer forma, podem estar faltando dentro de um saco de ração", comenta o veterinário.

O especialista lembra que existem diferenças na composição da alimentação oferecida para cães e gatos. Os cachorros, embora devam consumir carnes e ossos, podem comportar-se como onívoros em algumas situações. Gatos, no entanto, são carnívoros estritos. "A melhor nutrição para cães e gatos vai ser alcançada se oferecermos basicamente presas, ou partes de uma presa, em estado natural, crua, com ossos e vísceras", diz Artur Vasconcelos.

Como esclarece o veterinário, a dieta ancestral traz diversos benefícios para os bichinhos, inclundo o menor risco de sobrepeso e o desenvolvimento do sistema de defesa (intestinal e imune). Além disso, ela apresenta maior diversidade de nutrientes e é livre de aditivos químicos e conservantes.

Artur explica que, com paciência e adaptações, a alimentação bio-apropriada pode ser oferecida para qualquer pet. Este tipo de dieta, no entanto, demanda mais tempo dos tutores e, muitas vezes, não é tão prática. "Alimentação é para qualquer animal e, infelizmente, não é para qualque tutor. Definitivamente, ela exige maior dedicação, estudo e tempo por parte dele[tutor]", comenta o especialista.

Caso você tenha se interessado no assunto, o veterinário aconselha buscar informação em publicações especializadas ou consultar um profissional da área.

(com assessoria de imprensa da Escola de Veterinária da UFMG)


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